Blog feito a partir de minhas idéias, algumas, creio eu, que controversas a opinião geral, porém todas com fundamento principalmente no quesito questionamento da verdade absoluta.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Mais uma vez... e o preconceito parte 2
Michael Richards conhecido como Kramer da série televisiva Seinfeld,
levantou um bom problema.
O que se segue é o seu discurso de defesa em tribunal depois de ter feito
alguns comentários raciais na sua peça de comédia. Ele levanta alguns
pontos muito interessantes.
Orgulho em ser Branco
Finalmente alguém (famoso) diz isto.
Quantas pessoas estão atualmente a prestar atenção a isto?
Existem Afro-Americanos, Americanos Hispânicos, Americanos Asiáticos,
Americanos Árabes, etc.
E depois há os apenas Americanos.
Vocês passam por mim na rua e mostram arrogância.
Chamam-me 'White boy,' 'Cracker,' 'Honkey,' 'Whitey,' 'Caveman' ...e está
tudo bem.
Mas quando eu vos chamo Nigger, Kike, Towel head, Sand-nigger, Camel
Jockey, Beaner, Gook, or Chink .
Vocês chamam-me racista.
Quando vocês dizem que os Brancos cometem muita violência contra vocês,
então porque razão os ghettos são os sítios mais perigosos para se viver?
Vocês têm o United Negro College Fund.
Vocês têm o Martin Luther King Day.
Vocês têm Black History Month.
Vocês têm o Cesar Chavez Day.
Vocês têm o Yom Hashoah.
Vocês têm o Ma'uled Al-Nabi.
Vocês têm o NAACP.
Vocês têm o BET [Black Entertainment Television] (tradução: Televisão de
Entretenimento para pretos)
Se nós tivéssemos o WET [White Entertainment Television] seriamos racistas.
Se nós tivéssemos o Dia do Orgulho Branco, vocês chamariam-nos racistas.
Se tivéssemos o mês da História Branca, éramos logo racistas.
Se tivéssemos alguma organização para ajudar apenas Brancos a andarem com a
sua vida para frente, éramos logo racistas.
Existem actualmente a Hispanic Chamber of Commerce, a Black Chamber of
Commerce e nós apenas temos a Chamber of Commerce.
Quem paga por isto?
Uma mulher Branca não pode ser a Miss Black American, mas qualquer mulher
de outra cor pode ser a Miss America.
Se nós tivéssemos bolsas direccionadas apenas para estudantes Brancos,
éramos logo chamados de racistas.
Existem por todos os EUA cerca de 60 colégios para Negros. Se nós
tivéssemos colégios para Brancos seria considerado um colégio racista.
Os pretos têm marchas pela sua raça e pelos seus direitos civis, como a
Million Man March. Se nós fizéssemos uma marcha pela nossa Raça e pelos
nossos direitos seríamos logo apelidados de racistas.
Vocês têm orgulho em ser pretos, castanhos, amarelos ou laranja, e não têm
medo de o demonstrar publicamente. Mas se nós dissermos que temos "Orgulho
Branco", vocês chamam-nos racistas.
Vocês roubam-nos, fazem-nos carjack, disparam sobre nós. Mas, quando um
oficial da policia Branco dispara contra um preto de um gang ou pára um
traficante de droga preto que era um fora-da-lei e um perigo para a
sociedade, vocês chamam-no racista.
Eu tenho orgulho.
Mas vocês chamam-me racista.
Porque razão só os Brancos podem ser chamados de racistas?
Mais uma vez analisamos esta questão. O importante a ser percebido é que realmente qualquer um (não sendo dos grupos chamados de “minorias”) que ousar em professar seu orgulho por ser quem é terá sérios problemas. O que tenho a ver eu sobre a escravidão, coisa que já está superada? Alguns politicamente corretos dirão que nós vivemos em uma sociedade branca, com ideais brancos e cristãos. Mentira! Vivemos em uma sociedade mestiça, com ideais mestiços, principalmente no Brasil onde a cultura popular não é branca... A exaltação ao samba e pagode que se vê propagada não é branca! A cultura baiana a qual é elevada em pedestais não é branca!
Então seremos nós brancos obrigados a aceitar de qualquer maneira uma dominação tanto cultural quanto de pensamento? Um exemplo é uma música de origem da subcultura funk que diz assim: “é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado”, imaginem vocês se fosse ao contrário: “é som de branco, de bairro nobre, mas quando toca ninguém fica parado”, seria completamente bombardeado pela mídia como racista e sabe mais o que por aqueles sensacionalistas de terceira categoria de programinhas para desocupados e marginais que infelizmente são exibidos em torno de meio dia na capital dos gaúchos. Seriam no mínimo cinco minutos gritando, dizendo que estão nervosos, que o mundo tende a acabar, chamando de marginais, de escória... Claro que isso não é considerado preconceito, ora e seria então? Fico triste por uma inversão de valores, onde TODOS poderiam e ainda mais, deveriam se orgulhar de quem são. Enquanto só um lado puder, não acaba o preconceito, somente se inverte.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A atitude é pessoal, porém o efeito é coletivo
Quando questionamos sobre algo que as pessoas têm como verdades absolutas, criamos certa atmosfera hostil, pois as pessoas, em sua grande maioria, não estão dispostas a pensar e abrir seus horizontes porque é e sempre foi mais fácil reproduzir do que produzir. Acreditar no que a televisão passa é fácil, pois não necessita pensar sobre o fato, basta absorver e reproduzir o que é dito. Infelizmente o povo em geral não conhece sua história e nem a quer conhecer... Mas quando se trata do seu time de futebol preferido ou a novela, sabe todo o histórico e tem prazer em comentar com seus amigos.
Temos a necessidade de compreender o que fomos ontem, o que somos hoje para que possamos ter alguma idéia de que seremos amanhã.
A atitude é pessoal, porém o efeito é sempre coletivo.
Bruno Ingrassia.
O caso Bin Ladem
No primeiro dia de Maio do ano de 2011 surge um fato de que certa maneira é discutível: A suposta morte de Osama Bin Ladem.
Com esta notícia surge uma dúvida, como não poderia ser diferente partindo da fonte que veio: Será que isto é verdade?
Gostaria de defender aqui o ponto de vista da dúvida sobre a veracidade dos fatos. Dividirei meu ceticismo quando se trata da verdade “Norte Americana”. Existem vários pontos históricos onde os Norte Americanos deixaram a desejar com suas supostas verdades absolutas.
As histórias da segunda guerra mundial foram as maiores mentiras do século! O mesmo exército (US ARMY) que apoiou o exército vermelho (URSS) na investida contra o eixo (Alemanha, Itália e Japão), logo após o fim da guerra, teve na figura de Stalim um dos maiores inimigos de Estado. Na mesma guerra houve o maior crime do período histórico atual: A bomba atômica que explodiu Hiroshima e Nagazaki. O Japão, que já estava completamente vencido, foi covardemente bombardeado e logo após reconstruído pelos seus próprios carrascos com o fabuloso plano de reconstrução Marshall. Anos se passaram e as pessoas ainda sofrem as conseqüências dos bombardeios, tais como câncer e uma grande dívida que ainda possuem com o governo Norte Americano. Ninguém foi sequer julgado por essas ações e ainda os Norte Americanos são vistos aos olhos da maioria como grande salvadores do mundo. Incrivelmente as pessoas foram convencidas (com apelo total da mídia e propaganda pós guerra) de que esta ação foi necessária e não questionam a versão Norte Americana da II GM. Sem comentários!!!
Sabemos que historicamente eles (EUA) sempre tiveram um inimigo e sempre os retrataram em seus filmes miraculosos como cruéis e bestiais, sendo que sempre eles (Norte Americanos) são bons e tem em seus objetivos salvar o mundo da ameaça. Durante a guerra fria foi à vez do Rambo lutando contra soviéticos malvados e cruéis. Vários filmes vieram com a perda da guerra do Vietnã, como por exemplo, Born to Kill que mostra o treinamento Norte Americano para enfrentar os lunáticos Vietnamitas. Os exemplos são vários.
A guerra da família Bu$h contra o terrorismo islâmico tendo em suma a figura de Osama Bin Ladem como o mais vil humano da face da Terra, também é questionável. Só para deixar o leitor informado a família Bu$h é proprietária da indústria bélica que alimenta o exército Norte Americano.
No dia primeiro de Setembro do ano de 2001, um ponto de vital importância (mais cultural do que financeiro) foi destruído supostamente pela rede Al Quaeda comandada por Osama Bin Ladem.
Será que isso realmente partiu por parte dos islâmicos, ou foi uma montagem Norte Americana dos fatos?
Podemos nos perguntar isso, pois o fato consolidado da chegada do Homem a Lua, durante a disputa com a URSS, foi uma das maiores fraudes de todos os tempos. Somente na Lua Norte Americana venta e as pedras lunares são marcadas com letras do nosso alfabeto, isso se dando em uma época de disputas e naturalmente os Norte Americanos são os precursores da verdade.
Alguém teria que ser o responsável pelos ataques e quem melhor do que um afegão? Digo isso, pois a corrida Norte Americana não se dá mais pelo espaço e sim por petróleo. Se uma vez eles fraudaram fatos para ganhar uma corrida, porque não fraudaria para ganhar outra?
O exército melhor equipado do mundo demorou dez anos para capturar uma pessoa que em vista dos EUA e do US ARMY possuía recursos muitíssimo menores e uma área física de “esconderijo” limitada. Sabemos que os EUA possuem controle total sobre toda a informação enviada por satélites que englobam, por exemplo, toda telefonia móvel e comunicação virtual do mundo.
O que torna questionável este período de caça é que o suposto terrorista gravou diversos vídeos, mandaram-os alguns pela Internet e as forças dos EUA não os rastrearam? Ainda mais por se tratar de seu “inimigo número um”? Isto torna questionável até que ponto a verdade é verdadeiramente contada.
Quando se refere ao paradeiro do corpo, os mesmos que fizeram uma operação ilegal e não autorizada dentro de um país autônomo e soberano, dizem ter jogado o corpo no mar, respeitando as crenças religiosas do próprio e ainda alegando que um local para o corpo se tornaria um “santuário para terroristas”. A imprensa do mundo inteiro pára para encher de manchetes sobre esta suposta morte, desviando a atenção da crise econômica o foco da atenção e largando sobre este fato uma coroa de Rei sobre um homem que não resolveu a situação econômica do país, mas ao mesmo tempo fez o mesmo povo que na outra semana o execrava passasse ao adorar e ter como quase certa sua reeleição, que há poucos dias era muito questionável.
Por sua história de enganação e manipulação através da comunicação global, põe-se um grande ponto de interrogação nesta história, que chega dando moral a um povo que exatamente nesta hora carecia desta moral que estava baixa devido a sua economia que estava em pedaços.
Questionar é o que nos torna pensantes e ao mesmo tempo perigosos. E os questionando , em manobra de auto defesa os EUA ridicularizam e tornam os questionadores do seu sistema inimigos públicos ou ainda pessoas cruéis e loucas e com o apoio da mídia convencem os demais de que sua verdade é única, absoluta e a opção mais real e concreta de se ter. Vai de cada um a postura.
A atitude é pessoal, porém o efeito é coletivo.
Bruno Ingrassia
E o preconceito?
Todos nós vivemos em um país multicultural onde misturas fizeram e fazem parte do cotidiano de nossa nação. Saber conviver com diferenças tornou-se pré requisito para um convívio minimamente pacifico entre todos. Porem, quando internalizamos todo e qualquer tipo de diferença como natural, poderá causar uma catástrofe para a nação, onde com uma liberação quase que total de tudo se perde o limite e a noção de coletividade. Um dos preconceitos que mais tem causado problemas com pessoas não pertencentes ao grupo é o homossexualismo, não pelo simples fato de si só, mas da maneira que é conduzida pelas autoridades públicas o caso. A parada gay que hoje anualmente temos a oportunidade de assistir é a maior diferenciação que existe, pois um grupo que é igual não precisaria de uma frente pública de reconhecimento para adquirir essa tal igualdade. As pessoas desse grupo (homossexuais) estão declaradamente em guerra contra qualquer outro pensamento, fazendo a qualquer custo que sua “cultura” prevaleça sobre as outras, seja publica ou juridicamente. Atualmente se uma pessoa homossexual é demitida e se sente “preconceituada” ela pode processar o empregador e irá conseguir em juízo indenização e um pacote de outros direitos que estão embutidos em sua condição sexual. Ora, não pode ser possível que uma condição (escolha) sexual seja determinante na parte de direitos, onde um homossexual tem muito mais direito que uma pessoa heterossexual, pelo simples fato de se atrair por pessoas do mesmo sexo. Opção sexual é uma coisa, mas com essa tentativa de equiparação torna-se lucrativo ter uma opção homo, muito mais do que a opção hetero, pois o hetero não pode demonstrar o orgulho de suas prerrogativas, enquanto o homossexual pode e é incentivado a fazê-lo. Se uma pessoa heterossexual sai com uma camiseta com o dito “100% Hetero” é taxada automaticamente de preconceituoso pela sociedade, mas se acontece o contrário, a pessoa torna-se quase que uma celebridade instantânea, pela coragem de demonstrar o orgulho de ser quem é. Há algo errado aí, pois que igualdades têm nisso? Onde pessoas iguais se baseiam em desigualdades para sobressair sobre as outras? Outro caso que aparece é o do orgulho negro. As pessoas tem que entender que como em qualquer outro caso, ter regalias por parte do governo e da justiça não traz igualdade, mas sim uma desigualdade muito maior ainda. O mesmo exemplo que citei acima sobre as camisetas, no caso dos negros é mais forte ainda. Você sair de casa com um escrito “100% branco” será praticamente linchado pelas pessoas sendo acusado até na melhores das hipóteses de nazista. Ora, então rotular as coisas pode quando alguém ou algum grupo protegido faz querer isso, mas quando é o contrario não pode? Por isso digo que o preconceito está se invertendo e chegara o dia em que a pessoa branca e heterossexual não poderá caminhar pela rua sem ser açoitada por uma torrente de absurdo os quais pessoas de grupos protegidos já proclamam atualmente.
Bruno Ingrassia
Sobre enchentes
Ultimamente estamos convivendo em certa “guerra” com os fenômenos naturais e as consequentes catástrofes. O Estado de São Paulo e o interior do Rio de Janeiro estão sendo castigados com inundações e também desabamentos. Ouvir falar de problemas estruturais em São Paulo já não é mais novidade, tendo então a imprensa uma postura extremamente sensacionalista, mostrando a natureza como destruidora e cruel, deixando o real problema que são as políticas públicas em um segundo plano.
Estudos de diversos órgãos apontam que os problemas das enchentes e dos deslizamentos eram “esperados” pelas autoridades, e que as mesmas em pleno conhecimento do problema, nada fizeram para contornar as expectativas. Não é possível que uma grande metrópole como São Paulo tenha um sistema de esgotos extremamente ultrapassado e também que a Prefeitura, Governo Estadual e União não tenham uma postura preventiva quanto às áreas de ocupação irregular, que não são fatos isolados, mas sim uma crescente nos dias de hoje. Mas também apontar o governo como o único responsável, seria uma total demasia, visto que a própria população, independentemente de qual classe seja oriunda, age em total descaso com a cidade, largando em locais não apropriados diariamente toneladas de lixo em uma postura de descaso e completamente inconsciente em relação ao seu meio, e não é percebido que uma atitude como essa afeta totalmente o seu habitat e trás conseqüências catastróficas em que todos nós sentimos, seja nas enchentes, seja na morte de rios e arroios que outrora eram produtivos para diversos setores e agora não passam de grandes esgotos a céu aberto.
Com uma série de políticas públicas que são notoriamente equivocadas, está sendo gasto muito dinheiro com planos de emergência e sem contar à parte que não tem valores só em dinheiro com as vítimas fatais e pessoas flageladas por conta das catástrofes. Já é mais do que hora de se pensar em prevenir situações futuras com uma nova política de habitação popular e um novo sistema de drenagem urbana, pois um país que está disposto a gastar milhões em infraestrutura com uma Copa do mundo, deveria pensar também em seu povo, ao qual trabalha para o país, paga impostos e mesmo assim não tem acesso a uma vida às vezes minimamente digna. Foi dito uma vez que nem só de pão vive o homem, então sem a educação da população não adianta o investimento em obras, pois continuará os problemas de drenagem, pois uma boca de lobo entupida não absorve água e o problema continua. Só existe uma maneira de resolver tamanho problema, a população e governo deverão em conjunto fazer uma revolução de valores e de consciência, pois senão ficaremos nessa mesma sina: Será que devo vender o carro para comprar a gasolina?
Bruno Ingrassia
Brasil: Paga-se impostos ou paga-se o pato?
Atualmente, temos em nosso país uma série de mudanças significativas no quesito desenvolvimento econômico.
Dados do IBGE apontam nossa economia como à sétima (07ª) do mundo (PIB), mas em compensação somos a quadragésima quarta (44ª) economia (PNB) com dedução de impostos e tributos. É um engano da população a internalização de produtos estrangeiros como se fossem nacionais, acreditando que a montagem e confecção de produtos em solo brasileiro faça o produto ser brasileiro. Para esses casos a uma cobrança chamada royalt (valor pago ao detentor de uma marca, patente, processo de produção, produto ou obra original pelos direitos de sua exploração comercial), que deixa evidente que esses produtos só têm sua produção em solo nacional, mas estão longe de serem nacionais.
Nesse ultimo mês (Fev/2011), o Brasil bateu o recorde em arrecadação fiscal. E para onde vai tudo isso? Para a educação sabemos que não, pois além da baixa remuneração do educador, as condições que estão sendo apresentadas as Escolas públicas (municipais, estaduais e federais) são catastróficas, pois ainda temos alunos estudando em Escolas de lata (containers) e a precariedade de recursos enviados as Escolas, seja nos matérias didáticos ou ainda na própria merenda escolar (que é um direito!) é vergonhoso. Sabemos que para a saúde pública também não é! Pessoas morrem todos os dias (em grande número) em filas de espera que chegam a durar dias, meses e até anos. Também temos a falta de médicos e todo o corpo de enfermagem, sem contar a infraestrutura de postos de saúde e de hospitais que fica muito a desejar quase que sem exceção.
Então, a população clama por socorro, pois foi com o passar dos anos culturalmente difundida a idéia de que o que é público é de graça, mas sabemos (e como sabemos) que não. Em um país que se paga impostos de primeiro mundo, temos a obrigação de exigir das autoridades públicas um retorno em serviços de também primeiro mundo.
A população esta cansada de trabalhar pelo Brasil, produzir pelo Brasil, sem que o mesmo de um retorno digno de nossa crença no país. Até quando nós brasileiros vamos pagar tributos e impostos e não vamos ter um retorno justo daquilo que pagamos?
Enquanto as autoridades não tiverem realmente uma postura de um país desenvolvido para com os contribuintes, além de pagar impostos e tributos, nossos velhos conhecidos, continuaremos a pagar o pato, o que também já nos acompanha a muitas e muitas gerações.
Bruno Ingrassia
Dados do IBGE apontam nossa economia como à sétima (07ª) do mundo (PIB), mas em compensação somos a quadragésima quarta (44ª) economia (PNB) com dedução de impostos e tributos. É um engano da população a internalização de produtos estrangeiros como se fossem nacionais, acreditando que a montagem e confecção de produtos em solo brasileiro faça o produto ser brasileiro. Para esses casos a uma cobrança chamada royalt (valor pago ao detentor de uma marca, patente, processo de produção, produto ou obra original pelos direitos de sua exploração comercial), que deixa evidente que esses produtos só têm sua produção em solo nacional, mas estão longe de serem nacionais.
Nesse ultimo mês (Fev/2011), o Brasil bateu o recorde em arrecadação fiscal. E para onde vai tudo isso? Para a educação sabemos que não, pois além da baixa remuneração do educador, as condições que estão sendo apresentadas as Escolas públicas (municipais, estaduais e federais) são catastróficas, pois ainda temos alunos estudando em Escolas de lata (containers) e a precariedade de recursos enviados as Escolas, seja nos matérias didáticos ou ainda na própria merenda escolar (que é um direito!) é vergonhoso. Sabemos que para a saúde pública também não é! Pessoas morrem todos os dias (em grande número) em filas de espera que chegam a durar dias, meses e até anos. Também temos a falta de médicos e todo o corpo de enfermagem, sem contar a infraestrutura de postos de saúde e de hospitais que fica muito a desejar quase que sem exceção.
Então, a população clama por socorro, pois foi com o passar dos anos culturalmente difundida a idéia de que o que é público é de graça, mas sabemos (e como sabemos) que não. Em um país que se paga impostos de primeiro mundo, temos a obrigação de exigir das autoridades públicas um retorno em serviços de também primeiro mundo.
A população esta cansada de trabalhar pelo Brasil, produzir pelo Brasil, sem que o mesmo de um retorno digno de nossa crença no país. Até quando nós brasileiros vamos pagar tributos e impostos e não vamos ter um retorno justo daquilo que pagamos?
Enquanto as autoridades não tiverem realmente uma postura de um país desenvolvido para com os contribuintes, além de pagar impostos e tributos, nossos velhos conhecidos, continuaremos a pagar o pato, o que também já nos acompanha a muitas e muitas gerações.
Bruno Ingrassia
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